Dia Internacional dos Monumentos e Sítios
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A sétima colina revisitada
No âmbito do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, a Misericórdia de Lisboa, em parceria com o Museu Nacional de História Natural e da Ciência e o Museu da Água, realizou uma visita guiada à sétima colina da cidade de Lisboa.

A galeria de exposições e o auditório do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, os canais subterrâneos de água da colina ocidental de Lisboa, o Museu e a Igreja de São Roque foram alguns dos locais visitados esta terça-feira, 18 de abril, no âmbito da visita “A Sétima Colina a Três Vozes”, organizada para assinalar a efeméride.

A visita começou na exposição, patente na galeria do primeiro andar do edifício, onde os presentes ficaram a conhecer a história do museu e o laboratório da Academia das Ciências, existente naquele local desde o século XVIII. 

“É bom ver famílias a quererem conhecer um pouco mais sobre a história da nossa colina. Efetivamente, temos uma programação muito voltada para os turistas mas, com esta parceria, conseguimos contar um pouco da história desta zona da cidade, tão importante para o desenvolvimento de Lisboa, como hoje a conhecemos”, disse Raquel Barata, coordenadora do Serviço de Educação do Museu Nacional de História Natural e da Ciência.

Depois de muitos cliques e flashes, o grupo dirigiu-se ao jardim do Príncipe Real, onde desceu a escadaria que dá acesso ao canal subterrâneo de água, que abasteceu a sétima colina no século XVI, pertencendo ao Museu da Água.

Rosa trouxe os seus dois filhos à visita. O mais velho, com dez anos, descobriu esta iniciativa na internet e convenceu a mãe e o irmão a conhecer os túneis.

“Ele ficou fascinado pelos canais. Não parou um segundo, sempre a fazer perguntas e com muita curiosidade. Estes programas são ótimos porque aprendemos com eles e eles connosco. Continuem a apostar nestas iniciativas”, sugeriu Rosa, sorridente.

Depois de percorrerem os subterrâneos que ligam o Príncipe Real ao Miradouro de São Pedro de Alcântara, os visitantes mostravam-se espantados com a complexidade da engenharia e da arquitetura que se esconde nas profundezas da cidade.

A visita terminou na Igreja de São Roque e na sacristia, onde foram admiradas as pinturas sobre a vida e obra de São Francisco Xavier, assim como o mobiliário do espaço. No Museu de São Roque, o património singular da arte religiosa do século XVI ao XVIII, único a nível mundial, também impressionou os presentes.

“Conhecer a história desta instituição é conhecer a história de Lisboa”, disse, Suzy Ferreira, da direção da Cultura da Misericórdia de Lisboa, acrescentando que “a Santa Casa tem feito um trabalho extraordinário na proteção e valorização do património cultural e artístico que detém”.

O Dia Internacional dos Monumentos e Sítios foi criado pela ICOMOS (Comissão Nacional Portuguesa do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios), a 18 de abril de 1982, tendo sido aprovado pela UNESCO no ano seguinte.

19 de abril de 2017


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