Quinta Alegre
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De pessoas para pessoas: uma obra intergeracional
A Quinta Alegre está a ser alvo de um projeto singular que fomenta o convívio entre gerações, sem esquecer a importância dos reformados da instituição.

A reabilitação da Quinta Alegre é um dos projetos mais emblemáticos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e inclui a criação de três unidades: a Unidade Social, na zona do palácio do Marquês de Alegrete e do Jardim Romântico; a Unidade Assistida, para pessoas seniores com uma ocupação e para reformados da Santa Casa; e a Unidade Residencial, para pessoas que precisem de uma residência provisória.

Com capacidade para 60 pessoas, a Unidade Assistida vai acolher os reformados da Misericórdia de Lisboa, sendo uma forma de, segundo o provedor, Pedro Santana Lopes, a instituição "exprimir o seu sentimento de gratidão" por todos aqueles que, antes de nós, se dedicaram aos outros. Haverá, ainda, uma unidade residencial para jovens, com áreas lúdicas e culturais, abertas à comunidade.

A primeira fase, já concluída, diz respeito à reabilitação e à recuperação do Palácio e do Jardim Romântico. A segunda fase desta intervenção, que começou em março, estima-se que termine em finais de março do próximo ano. Terá 4 490,30 m2 de área bruta de construção e um valor de empreitada de 4.233.728,57€.


Uma obra emocionante

"De todas as obras que temos em curso, não há nenhuma mais bonita do que esta". As palavras são do provedor da Misericórdia de Lisboa, Pedro Santana Lopes, na inauguração da primeira fase da reabilitação da Quinta Alegre, que se realizou a 4 de julho.

"Esta é uma obra emocionante, porque representa um tema que para nós [Santa Casa] é muito importante: a intergeracionalidade", disse o provedor, na cerimónia.

Eduarda Napoleão, subdiretora do Departamento Gestão Imobiliária e Património (DGIP) salienta que "a segunda fase acolherá a unidade assistida, com uma valência mista intergeracional, beneficiando do restauro do edificado e jardins, e proporcionando ainda serviços ao exterior, de que destacamos um restaurante, aberto ao público. Parte significativa desta fase resulta da readaptação de ruínas das construções agrícolas de apoio à Quinta", explica.

"A intergeracionalidade, prioridade da Misericórdia de Lisboa, do século XXI, está na génese do projeto desenhado para a Quinta Alegre. Ao instalar uma estrutura residencial para seniores e uma unidade residencial para jovens, num espaço contíguo, pretende-se facilitar a relação intergeracional, promovendo a proximidade e a interação, o diálogo, o desenvolvimento intelectual e social e evitando o isolamento e a exclusão, recorrentes na terceira idade", afirma a subdiretora do DGIP.


Visitas guiadas gratuitas

Depois de mais de um ano de obras de restauro do palácio e do jardim de traça romântica, é possível visitar a Quinta Alegre, todas as quintas-feiras, das 10h30 às 12h00. Tratando-se de um grupo organizado, a visita guiada poderá realizar-se às segundas-feiras, das 14h00 às 16h30, e de terça a sexta, das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 16h30.

Paralelamente, está patente a exposição "Quinta Alegre - De Pessoas para Pessoas", que dá a conhecer as fases deste grande projeto de reabilitação, uma breve história da quinta, assim como as valências e os conceitos que integram e explicam esta obra emblemática.

História

O Palácio do Marques do Alegrete é um exemplo excecional do romantismo aristocrático lisboeta, tratando-se de um edifício que sintetiza a arquitetura habitacional do seculo XVIII. 

Classificada como Imóvel de Interesse Público, a Quinta Alegre foi adquirida pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa em 1983. A sua origem remonta ao século XVIII, quando Manuel Teles da Silva, 1.º marquês do Alegrete e 2.º conde de Vilar Maior, ali mandou construir o seu solar de veraneio, com jardim e palácio.

8 de agosto de 2017
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