Provedor - Envelhecimento Ativo
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“Envelhecer com sabedoria e dignidade”
“Para encontrarmos uma nova forma de envelhecer, temos que encontrar primeiro uma nova forma de viver”, defendeu o provedor, Pedro Santana Lopes, na conferência “Envelhecimento ativo - Uma prioridade para Portugal”.

Organizada pelo Conselho Estratégico Nacional da Saúde, da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), a conferência “Envelhecimento ativo - Uma prioridade para Portugal” realizou-se esta quinta-feira, 7 de junho, na sala Sophia Mello Breyner, no Centro Cultural de Belém.

Discutir as temáticas demográficas, as suas consequências e as possíveis políticas de fomento do envelhecimento saudável foi o enfoque principal desta conferência. A abertura da sessão foi feita por António Saraiva, presidente da CIP, e por Pedro Santana Lopes, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. O encerramento caberá ao ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes.

“É preciso desembaraçar-nos dos antigos paradigmas do envelhecimento, para abraçarmos os novos paradigmas do envelhecimento ativo”, disse o provedor. 

Para Pedro Santana Lopes “o rápido envelhecimento da população mundial e europeia tem vindo a crescer exponencialmente, com tendência a agravar-se, numa verdadeira explosão a que talvez possamos chamar de ‘old-age-boom’ [por contraponto àquela que foi a explosão demográfica ‘baby-boom], se não agirmos rapida e prontamente”, situação que levanta desde já “enormes desafios”.

O envelhecimento ativo chama “à colação muitos parceiros”, sendo necessário o envolvimento de todos, defendeu o provedor. 

“Envelhecer ativamente” permite-nos a realização plena e o que nos é pedido “é que nos reinventemos no curso dessa trajetória”, sublinhou Pedro Santana Lopes.

“Envelhecer com sabedoria e dignidade”. É para isso que a Santa Casa trabalha todos os dias”, acrescentou, rejeitando os “guetos” e depósitos de idosos. 

Pedro Santana Lopes enumerou, ainda, projetos e programas da Misericórdia de Lisboa que promovem a intergeracionalidade e o envelhecimento ativo, tais como a reabilitação do Palácio da Quinta Alegre [espaço intergeracional]; “Viver Melhor”; Encontros com Vida”; “Mais Voluntariado Menos Solidão”; Beleza não tem idade”.

“A velhice também depende de cada um de nós”, defendeu, por último, o provedor. É necessário, para isso, que questionemos os “métodos tradicionais de encarar o envelhecimento”, terminou.

Já António Saraiva considerou que “a saúde é um setor que merece toda a atenção. É uma área estratégica para a economia e para o desenvolvimento de qualquer país, devido ao dinamismo das suas empresas, recursos humanos e à sua capacidade de inovar”.

“Promover a longevidade como valor” foi uma das resoluções que o Conselho Estratégico Nacional da Saúde determinou. “Daí “estarmos neste encontro”, explicou o presidente da CIP, apresentando dados estatísticos que dão conta da problemática do envelhecimento em Portugal.

7 de junho de 2017

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