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Seis anos a criar novas respostas
Pedro Santana Lopes tomou posse pela primeira vez como provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa a 14 de setembro de 2011.

“Novos tempos exigem novas respostas. Estamos a modernizar a instituição porque a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa não pode funcionar como funcionava no século passado”. A frase é de Pedro Santana Lopes, na assinatura da transferência do albergue da Mitra para a SCML, e resume os princípios orientadores da instituição nestes seis anos.

Fiel a uma missão com mais de cinco séculos, a Santa Casa do Séc. XXI continua a ser pioneira nos grandes projetos nacionais nas áreas da Saúde e Ação Social, eixos que estão na génese da Misericórdia.

Quando Pedro Santana Lopes assumiu as funções de provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, definiu como eixo prioritário de atuação a aposta na valorização e rentabilização do Património. O objetivo era claro: reabilitar para o futuro, diversificando as fontes de rendimento e solidificando os pilares da poderosa ‘Obra Social’ que esta instituição desenvolve há mais de 500 anos de vida. 

As próprias vendas dos jogos sociais do Estado, confiados à Santa Casa, que têm crescido todos os anos para máximos históricos, têm sido um importante contributo para uma cada vez maior concretização das políticas sociais nacionais, beneficiárias diretas desses resultados.

Em seis anos, o provedor Pedro Santana Lopes liderou diferentes administrações, com uma premissa comum, orientar todos os projetos da instituição pelo paradigma da Intergeracionalidade, promovendo o Envelhecimento Ativo e valorizando os benefícios que cada geração pode acrescentar a cada projeto.

“Hoje, tudo o que a Santa Casa constrói obedece a uma verdadeira cultura de intergeracionalidade. Não aceitamos a ideia de guetos geracionais - de um lado os novos, de outro os mais velhos”, defende Pedro Santana Lopes.

Num período difícil para o país, a instituição assumiu a gestão de 33 equipamentos da Segurança Social, rompeu as barreiras geográficas estendendo a todo o país o apoio, que, tradicionalmente, se limitava ao concelho de Lisboa, designadamente com a criação do Fundo Rainha Dona Leonor. Enquanto alargava o seu âmbito de atuação, a SCML não esqueceu aqueles que diariamente trabalham pelas Boas Causas e vem promovendo e aplicando medidas de valorização dos seus Recursos Humanos, a Equipa Santa Casa.

Na área da Saúde a diversificação da oferta de cuidados tem sido uma constante, com a abertura de novas unidades para melhor servir as populações, como o exemplo da Unidade do Bairro da Liberdade ou a construção de um novo edifício no Hospital de Sant'Ana. Para responder a uma necessidade crescente a Administração aposta na criação de respostas de cuidados continuados, com a Unidade de Cuidados Continuados Integrados Maria José Nogueira Pinto, a aquisição do antigo Hospital Militar da Estrela para criação da maior unidade desta valência na Capital ou diversos protocolos com o Ministério da Saúde são exemplos do empenho da SCML nesta área.

Num arrojado ato de gestão, a Administração da Santa Casa, por iniciativa do provedor, criou vários programas de apoio à investigação científica, com a criação das maiores bolsas para investigadores nacionais em Neurociências, premiando todos os anos os projetos que se destaquem nas áreas das lesões vertebromedulares e das doenças neurodegenerativas e, mais recentemente, com um programa de apoio à investigação em Esclereose Lateral Amiotrófica ou com a criação do Prémio João Lobo Antunes.

Foi também neste período que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa renovou e reabriu a Galeria de Exposições Temporárias, onde já estiveram patentes mostras tão significativas para a história da Misericórdia como “Visitação - O Arquivo como Memória e Promessa” ou “Um Compromisso para o Futuro”. 

Passaram seis anos. Durante este período, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa transformou-se e inovou. A instituição adaptou-se a um tempo novo, com outras necessidades e respostas, no entanto há muito para fazer. Pedro Santana Lopes sempre defendeu que uma instituição como a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, devido às exigentes responsabilidades que tem a seu cargo, precisa de ter uma postura proactiva, vigorosa e enérgica. Nesse sentido, a linha estratégica da instituição não se limitou apenas a cuidar dos que estão à sua guarda ou do património que os benfeitores legam. A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa deve ter – e desenvolver - um lado ousado, que rasgue horizontes, que fomente a investigação científica, que procure estar na linha da frente na qualidade dos serviços que oferece.


14 de setembro de 2017

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