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"Privilégio é poder trabalhar até muito tarde"

Foram palavras do Provedor, Pedro Santana Lopes, na entrega do Prémio Envelhecimento Ativo Dr.ª Maria Raquel Ribeiro.

O Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Pedro Santana Lopes, participou esta tarde na cerimónia da entrega do Prémio Envelhecimento Ativo Dr.ª Maria Raquel Ribeiro, que decorreu no Auditório da Fundação Montepio, na Rua do Ouro, em Lisboa.

Esta iniciativa contou, também, com as presenças do ministro da Saúde, Paulo Macedo; Vítor Feitor Pinto, presidente da Assembleia Geral da Associação Portuguesa de Psicogerontologia (APP); Maria Raquel Ribeiro, presidente do Júri desta distinção; Tomás Correia, presidente do Conselho de Administração da Fundação Montepio e Maria João Quintela, presidente da APP.

A terceira edição deste Prémio distinguiu Maria Filomena Moura Guedes (Intervenção Social); Maria Manuela Silva (Ciência e Investigação); Comendador Rui Nabeiro (Política e Cidadania); Fernando de Pádua (Ética e Saúde), Manuela Azevedo (Família e Comunidade) e Cármen Dolores (Arte e Espetáculo), que aproveitou a ocasião para agradecer à Santa Casa o apoio que tem dado à Casa do Artista.

Na sua intervenção, o Provedor, Pedro Santana Lopes agradeceu aos homenageados por serem uma "inspiração" para todos, referindo que os considera uns "privilegiados nas sociedades de hoje" porque "privilégio é poder trabalhar até muito tarde". Arranjar uma forma de "as pessoas se sentirem úteis enquanto vivas" e de "acabar com os guetos etários" foram preocupações que o Provedor partilhou com os presentes. Nesse âmbito, salientou a importância da intergeracionalidade, da criação de lares e de espaços multigeracionais para se chegar a um verdadeiro "estado solidário". O encontro entre gerações tem sido, aliás, uma das prioridades dos últimos anos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. 

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, defendeu que "só reduzindo a carga de doença é que podemos ter sustentabilidade na saúde". "Promover a mobilidade e a quebra do isolamento" são medidas que poderão contribuir para essa sustentabilidade, defendeu. No que se refere aos homenageados, apelidou-os de "os seis magníficos" salientando que chegaram onde chegaram porque souberam "cultivar a inteligência a par dos afetos".

Apoiado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e pela Fundação Montepio e instituído pela Associação Portuguesa de Psicogerontologia (APP), este prémio, que vai já na sua terceira edição, distingue a vida ativa e a participação social de pessoas com idade igual ou superior a 80 anos, que desenvolvam atividade profissional ou cívica relevante.




1 de outubro de 2014