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Um olhar para o futuro

Tem até esta quinta-feira, 10 de novembro, a última oportunidade para conhecer os robots do Institute of Systems and Robotics têm sido um sucesso e fizeram as delícias de miúdos e graúdos, no Museu de São Roque.

Eram 10h46 de terça-feira, 8 de novembro, e o Vizzy estava pronto para receber o grupo de crianças da Associação Ester Janz. Umas com total à vontade, outras um pouco receosas, foram-se aproximando do robot, que os recebeu dizendo: “Hello, my name is Vizzy”.

“Ele fala mais? Ele ouve-nos? Ele pode ajudar o meu pai a amassar o pão? As perguntas sucediam-se.

Mas quem é o Vizzy? Trata-se de um dos três amigos do século XXI, criado por alunos e professores do Institute of Systems and Robotics (ISR), do Instituto Superior Técnico (IST), que ajudou os guias durante as visitas ao Museu de São Roque.

Vizzy, MBOT e MBOT01 são os nomes dos robots, criados especificamente para alegrar as crianças do Instituto Português de Oncologia (IPO). 

A ideia é que o Vizzy seja uma espécie de “personal trainer para idosos”, existindo mais interação entre o robot e o humano e programando-o para que ajude os mais velhos naquilo que precisem, explica Pedro Vicente, doutorando no ISR.

Entrando no Museu de São Roque, durante três dias, que propositadamente coincidiam com as de realização do Web Summit, os visitantes encontravam o MBOT01, ou Gasparzinho, como é carinhosamente tratado por Catarina Lima, engenheira responsável por este robot. O objetivo era que Gasparzinho interagisse com as pessoas, falando com elas e recebendo-as bem, explicou.

Quanto ao MBOT, permaneceu na Galeria de Exposições Temporárias a guiar os que visitavam Goa e a sua cultura. Este robot deve a sua programação a Luís Luz, João Garcia, Tiago Dias e Óscar Lima.

Segundo João Garcia, estes robots são “didáticos e de interação e têm como objetivos suscitar o interesse pela robótica e ser utilizados para fins terapêuticos”. “Adaptam-se a qualquer cenário que inclua interação”, como, por exemplo, “mostrar peças de museu”, explicou.

Plínio Moreno, que ajudou Pedro Vicente no manuseamento e na programação do Vizzy, expressou a sua felicidade pela oportunidade de mostrar o seu trabalho, proporcionada pela Misericórdia de Lisboa.
Para este engenheiro, pretende-se que os robots interajam mais com as pessoas, de forma cada vez “mais complexa”, podendo, mais tarde, ajudar idosos ou pessoas com deficiência.

Para Ricardo Máximo, guia do Serviço de Públicos e de Desenvolvimento Cultural que acompanhou estas visitas, esta iniciativa foi um sucesso e conseguiu atingir o objetivo de “ver o que está no passado, mas sempre a olhar para o futuro”. 

10 de novembro de 2016