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Velhos são os trapos

Doze personalidades foram distinguidas pelo “Prémio Envelhecimento Ativo Dr.ª Maria Raquel Ribeiro”. Apoiado pela Santa Casa, este galardão reconhece a vida ativa e a participação social de pessoas com idade igual ou superior a 80 anos.

A cerimónia de entrega dos Prémios Envelhecimento Ativo Dr.ª Maria Raquel Ribeiro decorreu esta terça-feira, 11 de outubro, no Auditório Montepio, em Lisboa, e contou com as presenças de Edmundo Martinho, vice-provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), António Tomás Correia, presidente da Fundação Montepio, Maria João Quintela, presidente da Associação Portuguesa de Psicogereontologia (APP), Manuel Lopes, em representação do ministro da Saúde, Maria Raquel Ribeiro, presidente do júri desta distinção e o cónego Nuno Isidro, vigário geral do patriarcado.

“Velhos são os trapos”, diz o ditado popular. Nada mais certo. São 12 personalidades, com 80 ou mais anos, que o afirmam. São ativas e um exemplo para todos. Sentem-se mais jovens do que são e não querem parar. “O meu tempo é agora”, afirmou um dos homenageados. É o sentimento geral, entre os distinguidos.

Este prémio é uma iniciativa da Associação Portuguesa de Psicogerontologia, em colaboração com a Misericórdia de Lisboa e a Fundação Montepio. É um prémio anual que tem por objetivo reconhecer a vida e atividade de pessoas com 80 e mais anos, que continuam a desenvolver atividade profissional ou cívica relevante, em cada uma das categorias definidas.

Em 2016 foram escolhidas 12 personalidades que continuam a influenciar de modo construtivo a sociedade portuguesa. A quinta edição do Prémio Envelhecimento Ativo Dr.ª Maria Raquel Ribeiro distinguiu Manuel Jerónimo  (Intervenção Social); José Garcês  (Arte e Espetáculo); Margarida Abreu  (Ciência e Investigação); Mário Ruivo  (Ciência e Investigação); José Pinto da Costa  (Ciência e Investigação); Eduardo Lourenço  (Política e Cidadania); João Moura  (Política e Cidadania); António Arnaut  (Ética e Saúde); Graça Andrada  (Ética e Saúde); Monsenhor Vítor Feytor Pinto  (Ética e Saúde); António Gentil Martins (Família e Comunidade) e Maria de Lurdes Bettencourt  (Família e Comunidade).

Na sua intervenção, Edmundo Martinho afirmou que “este prémio não tem que estar associado a idade. É antes um momento de reconhecimento, de agradecimento e sobretudo de recebermos a inspiração de quem, ao longo da vida, independentemente da idade, soube ser um exemplo de participação, de cidadania, de mobilização e de empenho nas causas sociais, na família, na comunidade, na ciência e na arte”.

O vice-provedor acentuou ainda que a associação da Santa Casa a este prémio é um “sinal” que “continuamos empenhados no contributo da participação das pessoas, independente da sua idade, na sociedade”.

Maria João Quintela, presidente da APP, defendeu que estes galardões são um apelo à participação e à inovação e o exemplo que estas pessoas dão. “Uma mensagem que diz que vale a pena viver mais tempo, aproveitando o que a vida tem para oferecer”. Estas distinções são “um sol a nascer”, afirma Maria João Quintela, salientando que simbolizam a luta pela dignidade humana em todas as idades.

Por sua vez, António Tomás Correia, presidente da Fundação Montepio, sublinhou o “enorme prazer” em acolher, mais uma vez, esta iniciativa da APP. “Nós, na Fundação, e no Grupo Montepio, entendemos que a vida ativa é um bem que preserva a qualidade de vida e a saúde”, acrescentando que os premiados “são inspiradores para a sociedade”.

Para Manuel Lopes, em representação do ministro da Saúde, o prémio atribuído a 12 personalidades é uma recompensa pelo “percurso de vida ativo e comprometido”. Frisou, também, que o Ministério da Saúde está muito atento e interessado pelo contributo desta iniciativa. 

O galardão simboliza a luta pela dignificação do envelhecimento ativo, da longevidade. Apoiado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e pela Fundação Montepio e instituído pela APP, este prémio distingue a vida ativa e a participação social de pessoas com idade igual ou superior a 80 anos, que desenvolvam atividade profissional ou cívica relevante.


12 de outubro de 2016