Reportagem da Semana


Um alentejano sem travões

06 Julho 2018
É rápido como uma flecha, ninguém o para, é um dos melhores do raking mundial de paraciclismo (H5). Sim, é alentejano, e reergueu a sua vida em cima de uma bicicleta. 

Luís Costa perdeu parte da perna direita num acidente de mota, em 2003, no dia em que fazia 30 anos. Antigo paraquedista, inspetor da Polícia Judiciária, o baixo alentejano (Aljustrel) sempre foi aquilo a que se pode chamar um duro. O Alentejo moldou-lhe o carácter. As amplitudes térmicas e a agressividade da planície deram-lhe resistência física, a coragem e o temperamento de guerreiro. 

Aos poucos refez a sua vida. Comprou a primeira handbike, bicicleta adaptada para ser pedalada com as mãos, em 2012, e começou a treinar. Conquista após conquista, medalha após, medalha, Luís Costa é uma das esperanças de Portugal nos Jogos Paralímpicos Tóquio 2020.

Os Jogos Santa Casa patrocinam a Taça de Portugal de Paraciclismo, desde 2017, permitido dar maior visibilidade a esta vertente da modalidade, aproximando-a do público tradicional de ciclismo e incrementando, dessa forma, a captação de novos praticantes, algo fundamental para que o ciclismo tenha um papel cada vez mais ativo na inclusão de pessoas portadoras de deficiência. 

Veja o vídeo, conheça o atleta paralímpico que anda nas horas.

(Luís Costa consegui, nos últimos dias, já depois de ter feito esta reportagem, ascender ao segundo lugar do raking mundial de paraciclismo H5).