Reportagem Especial


De caneta na mão, Filipe sonha com Tóquio

01 Fevereiro 2019
Anote este nome: Filipe Marques. Já escreveu? Fez bem. Ainda vai ouvir falar muito deste paratriatleta... com as cores nacionais ao peito.

O jovem estreou-se em provas internacionais em julho do ano passado, no Campeonato da Europa de Paratriatlo realizado em Tartu, na Estónia. Já em outubro, no Funchal, na Taça do Mundo de Paratriatlo, Filipe Marques conseguiu um honroso 5.º lugar na categoria (PTS5), uma das mais competitivas mundialmente. 

Os dias de um paratriatleta são longos e duros. Trabalham muito. A concentração é de ferro. Os treinos não terminam quando vão para casa. Fecham frigorífico a sete chaves. Descansam oito horas. E repete no outro dia... e no outro... e no outro. Às vezes o objetivo parece longe. 

Filipe nada, corre e pedala, todos os dias, cada vez mais forte, para chegar a Tóquio. Empenha-se para ganhar. Faça chuva ou faça sol, está na piscina, na pista e na estrada. Acredita nas suas capacidades e nas conquistas. 

Mas Filipe sonha com Tóquio e pensa no amanhã. Ele sabe que carreira de atleta não dura para sempre. Por essa razão, prepara o seu futuro e aproveita a Bolsa de Educação dos Jogos Santa Casa para estudar.

Desde 2013, já foram atribuídas 216 bolsas de educação Jogos Santa Casa, com um valor superior a 600 mil euros. Os Jogos Santa Casa são, desde 2018, o principal patrocinador da Federação de Triatlo de Portugal.