Reportagem Especial


O Futuro Começa Hoje

17 Maio 2019
Uma equipa da Universidade do Minho está a desenvolver um projeto para recuperação de pessoas com lesões vertebromedulares, através do uso de um exosqueleto, controlado pela atividade do cérebro.

Este trabalho é financiado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, através dos Prémios Santa Casa Neurociências.

Em novembro de 2018, na 6.ª edição dos Prémios Santa Casa Neurociências, a Santa Casa atribuiu o Prémio Melo e Castro, no montante de 200 mil euros, à equipa de Nuno Sousa da Universidade do Minho.
O projeto "Thertact-Exo: Exosqueleto controlado por atividade cerebral para reabilitação vertebromedular" pretende descobrir estratégias que melhorem a qualidade de vida de pacientes com lesões vertebromedulares, através de treino prolongado com um exoesqueleto, controlado por atividade cerebral.

O objetivo deste projeto é complementar as abordagens de reabilitação em doentes com lesões vertebromedulares e ajudar a melhorar a qualidade de vida dos pacientes. O exosqueleto é controlado por sinais eletroencefalográficos do doente, ao qual serão também fornecidas informações sensoriais - tácteis, visuais, designadamente usando a realidade virtual. O exosqueleto é, assim, controlado pela atividade do cérebro, cujas células, os neurónios, são 'excitadas' por estímulos sensitivos.

Os Prémios Santa Casa Neurociências foram criados em 2013, e representam um investimento anual de 400 mil euros na área da investigação científica e neurociências, repartidos em dois prémios. O Prémio Melo e Castro, no valor de 200 mil euros, destina-se à recuperação e tratamento de lesões vertebromedulares. Relativamente ao Prémio Mantero Belard, também no valor de 200 mil euros, distingue o tratamento de doenças neurodegenerativas associadas ao envelhecimento, de que são exemplos o Parkinson e o Alzheimer.