Projeto: Avaliação do Stresse Oxidativo e Disfunção Mitocondrial em Modelos Animais e Doentes de Huntington utilizando Cu (II) - ATSM PET

Autores: Ana Cristina Carvalho Rego (investigador responsável); Mário Luís Nôro Laço, Lorena Itati Petrella, João Miguel Seabra Castelhano, Isabel Catarina Castro Duarte, Cristina Januário, Filipa Lima Ramos Santos Júlio, Gina Maria Costa Caetano, Antero J. Abrulhosa, Otília da Anunciação Cardoso d'Almeida e José Vitor Oliveira Sereno

Instituição: Centro de Neurociências e Biologia Celular, Universidade de Coimbra

Descritivo: 
Um projeto fortemente translacional, da química até à clínica, com passagem pelos modelos animais, que pretende ajudar a esclarecer os mecanismos bioquímicos que estão na base de uma importante doença neurodegenerativa, a doença de Huntington. O projeto reúne uma equipa multidisciplinar, interligando as ciências fundamentais (física, química, biologia celular) e a aplicação clínica em doentes de Huntington, com o objetivo de fornecer pistas para uma melhor compreensão da doença e apontar caminhos para uma nova abordagem terapêutica.

Este projeto propõe a utilização de um novo radiofármaco baseado no ião cobre usado em PET (tomografia de emissão de positrões) para análise in vivo do stresse oxidativo em cérebros de ratinhos transgénicos para a doença de Huntington e em doentes de Huntington pré-sintomáticos e sintomáticos, de modo a clarificar o papel do stresse oxidativo associado à disfunção mitocondrial em fases precoces da patogénese desta doença neurodegenerativas.
De forma importante, tanto o stresse oxidativo como a disfunção mitocondrial ocorrem noutras doenças neurodegenerativas altamente associadas ao processo de envelhecimento, pelo que a investigação realizada no âmbito do presente projeto servirá de base para o estudo destes processos nas doenças de Parkinson e de Alzheimer.

Testemunho:
"Este prémio representa um enorme incentivo para a realização de investigação em Neurociências, nomeadamente em patologias neurodegenerativas para as quais não existe atualmente cura. Para além disso, o prémio permitirá assegurar a continuidade da formação de jovens cientistas talentosos nos nossos centros de investigação. Para nós é uma oportunidade única para os investigadores unirem esforços e, com a ajuda de equipamento de ponta que inclui a PET e a IRM avançada, contribuírem para o avanço científico de uma área que assume cada vez maior importância na atualidade."

Ana Cristina Carvalho Rego, investigadora responsável