Reportagem da Semana
Santa Casa: Um festival dentro do MEO Sudoeste
Na Zambujeira do Mar, “O Melhor do Festival Toca a Todos”, graças ao apoio da Misericórdia de Lisboa. Saiba quais as surpresas que a instituição preparou para este evento.

Durante dois dias, acompanhámos a presença da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), no festival MEO Sudoeste. No terreno, há profissionais da Saúde, da Ação Social, da Educação e voluntários que dão a conhecer o trabalho, os valores e a missão da instituição, de forma inovadora e com ativações da marca. 

Até 5 de agosto, na Zambujeira do Mar, todos os caminhos vão dar à Santa Casa. Esta é uma forma da instituição renovar a sua marca e de estar próxima de todos.

No festival, a SCML promove comportamentos responsáveis, através da campanha “Mergulho Seguro” e do núcleo “Saúde Mais Próxima”, disponibiliza plataformas para pessoas com mobilidade reduzida, oferece atividades para crianças e jovens e premeia alunos com bom aproveitamento escolar.

O sol vai alto. A temperatura subiu nos últimos dias. Há muito pó no ar. Percorrer o recinto não é tarefa simples. Mesmo assim, fomos conhecer de perto a presença da Misericórdia de Lisboa no festival da Zambujeira do Mar.

Começamos pelo canal, onde se divulga a campanha “Mergulho Seguro”

Com os concertos à noite, uma grande parte dos festivaleiros do MEO Sudoeste passa o dia no canal da Herdade da Casa Branca. São centenas e centenas de jovens a refrescar-se, na companhia de crocodilos insufláveis, bolas de vólei, barcos e boias.

Luís, com 19 anos e de Santarém, dá um espetáculo acrobático, cada vez que mergulha, sem reparar nos inúmeros cartazes da campanha “Mergulho Seguro”, uma iniciativa lançada há cinco anos pela Santa Casa em parceria com a Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia. 


O festivaleiro chegou, na terça-feira, com um grupo de amigos de carro. É a sua estreia na Zambujeira do Mar. Quando o informamos da campanha “Mergulho Seguro”, apesar do cartaz estar a menos de dois metros, o jovem de 19 anos, justifica os mergulhos acrobáticos, com o facto de saber a profundidade do local e com a sua experiência. Ainda assim, ficou o aviso. 

“Não tinha reparado nos cartazes, mas prometo ter mais cuidado”, diz-nos.

Fomos à Vila

No parque de campismo, há um novo espaço, a “Vila Santa Casa”, onde podem ser apreciadas artes plásticas e performativas. A instituição apoia, desta forma, artistas nacionais e internacionais de arte urbana. Alguns dos trabalhos foram expostos no recinto. São quatro sessões por dia.


Seguimos para o melhor parque de campismo

No parque de campismo da Santa Casa, o espirito é alegre e descontraído. Três miúdos e um animador da instituição jogam futebol. Os rapazes são utentes do Centro Social Polivalente da Boavista. O bom aproveitamento escolar permitiu-lhes estar na Herdade da Casa Branca. Chegaram no segundo dia do festival e pernoitam no melhor parque de campismo do recinto.

É a estreia de Ivo Martins, 16 anos, e de Rui Lopes, 15, em festivais. Sem esconder a excitação, dizem que querem ver “Richie Campbell” e “Plutónio”.

Ruben Matay, animador da Santa Casa, voluntário e músico, está habituado a estas andanças. Os miúdos olham para ele com respeito e admiração, um fator determinante para que tudo corra bem, durante a estadia no festival.


“Está a ser top. O parque parece um hotel”, contam os adolescentes. Já Ruben Matay salienta que “a Misericórdia de Lisboa está a concretizar os sonhos destes miúdos, mostrando que há vida para além do bairro”.

Passamos por um espaço de alegria 

Poucos metros depois de entrar no recinto fica o “Espaço Criança Santa Casa”. A funcionar das 19h00 às 3h00, disponibiliza atividades para crianças dos 6 aos 12 anos, supervisionadas por profissionais da Ação Social, enquanto os pais assistem aos concertos.


Marta, 39 anos, vai deixar a sua filha de 7 anos deste espaço. Pode, assim, acompanhar a filha adolescente nos concertos. “É uma ótima ideia, que torna possível a participação de uma família num festival”, diz, sorridente.

Estivemos nas plataformas da inclusão 

A Santa Casa disponibiliza duas plataformas para pessoas com mobilidade reduzida, possibilitando-lhes participar, com o acompanhamento de uma equipa de voluntários. 


E na Unidade que zela pela sua saúde

A equipa da Unidade de Saúde Mais Próxima da Misericórdia de Lisboa, localizada perto do parque de campismo, preocupa-se com os festivaleiros, fazendo recomendações e alertas de saúde e realizando rastreios.


Na Torre dos Brindes

Um grupo de miúdos, entre os 16 e os 18 anos, quer um chapéu da Santa Casa. “Sabe onde estão a dar chapéus?”, interroga a mais novinha. “Experimente ali na Torre Santa Casa. Basta tirar uma foto e identificar a instituição nas redes sociais”, respondemos nós.

Vieram de táxi, de Odeceixe, onde estão de férias. São quatro amigos, três raparigas e um rapaz. Já não são estreantes. Estão admirados com a presença da Santa Casa. “Até têm babysitters” diz a miúda morena. 


Um festival que valoriza a marca Santa Casa

Sérgio Cintra, administrador da Ação Social da Santa Casa, presente no MEO Sudoeste, defende a participação da instituição nos festivais de verão, por ser um fator de inclusão e uma forma não só de apoiar a música, como de promover a marca Santa Casa.


O administrador salientou, ainda, que a instituição fez questão de ter uma presença forte e representativa, mostrando o que é Santa Casa do século XXI, prosseguindo a sua missão, de forma inovadora e próxima de todos.

Por sua vez, Maria da Cunha, subdiretora de Gestão de Marcas e Patrocínios da Direção de Comunicação, explicou que, na edição deste ano, a Santa Casa “apostou no reforço das acessibilidades, da sinalética e das condições das plataformas para pessoas com mobilidade reduzida”. “Melhoramos, ainda, a nossa presença no parque de campismo e no Espaço Criança Santa Casa”, disse, dando conta de que em cada festival há sempre um olhar diferente.

4 de agosto de 2017

O refúgio dos artistas +

Alegria, convívio e atividade física +

Pousal: 53 anos a praticar Boas Causas +

O verão em que os festivais tocaram a todos +

Uma casa de portas abertas +

Descodificar sons, palavras e corações +

Voluntariado: uma forma de ajudar +

Santa Casa: Um festival dentro do MEO Sudoeste +

Fantoches e crianças vão à praia +

Cristina, a rainha das medalhas +

1 2 3 >
Facebook