Reportagem da Semana
Um exemplo de empreendedorismo social
Ricardo Santos e Mauro Peixe foram os vencedores do concurso de inovação tecnológica “Santa Casa Challenge”, na área da Ação Social, com o projeto “Heptasense”.

Amigos e colegas de carteira no mestrado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores, no Instituto Superior Técnico, Ricardo, de 23 anos, e Mauro, com 25, são os criadores da plataforma de língua gestual para serviços públicos, “Heptasense”.

A ideia de conceber a plataforma surgiu por razões pessoais. “Temos familiares com limitações motoras e o projeto nasceu com o intuito de desenvolver soluções que melhorassem a sua qualidade de vida”, conta Ricardo.

Praticante de boxe e apaixonado pelos seus cães, Ricardo Santos, já tem no seu currículo mais de 5 anos de investigação em Human-Computer Interfaces (HCI), determinantes no desenvolvimento da plataforma. Por sua vez, Mauro Peixe, adquiriu experiência ao trabalhar num banco internacional, como developer.

A ideia começou a ganhar forma depois de contactarem empresas de âmbito tecnológico. Depressa se aperceberam que, a ideia de negócio que partilhavam poderia ser útil, não só para familiares, mas também a um vasto número de pessoas que, diariamente, encontram dificuldades em comunicar.

Desenvolvida para vários tipos de utilizadores, a “Heptasense”, plataforma de linguagem gestual, facilita a comunicação, bidirecional e em tempo real, entre um utilizador com problemas auditivos e um profissional de atendimento ao público. 

Foi através da incubadora para jovens empresas, StartUp Lisboa, que os novos empreendedores souberam do concurso de inovação social tecnológica, promovido pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, ao qual concorreram, acabando por vencer na área da Ação Social.

A instituição desempenhou “um papel fundamental no estabelecimento” da plataforma de linguagem gestual, admitem ambos, trazendo “novas oportunidades ao projeto”.

“O importante é poder ajudar as pessoas que mais precisam. Felizmente, temos conseguido estabelecer parcerias, através da rede de contactos da Santa Casa”, referem.

Para o futuro da Heptasense, a ideia é “desenvolver a tecnologia para outro tipo de indústrias, como a automóvel, a desportiva e os wearables” (dispositivos que podem ser utilizados pelos usuários como peças de vestuário).

Mais do que uma competição, um desafio

O desenvolvimento tecnológico é uma aposta da Misericórdia de Lisboa, e daí a aplicação das novas tecnologias de informação e de comunicação às áreas de atuação da instituição, promovendo o bem-estar das pessoas. Foi o que aconteceu com o Santa Casa Challenge, concurso com grande visibilidade, apresentado no WebSummit 2016. O desafio lançado era encontrar as melhores soluções tecnológicas para quatro áreas: Saúde, Ação Social, Cultura e Património e Economia Social.

Para Alexandra Rebelo, diretora do Departamento de Empreendedorismo e Economia Social, este concurso serviu dois grandes objetivos: estimular o empreendedorismo social de base tecnológica e encontrar soluções para serem aplicadas nos serviços disponibilizados pela instituição.

“O apoio ao desenvolvimento de novos projetos que melhorem o bem-estar dos cidadãos é uma prioridade na agenda da União Europeia para responder aos desafios do século XXI. Desde o início do DEES que temos apoiado este tipo de iniciavas, o Santa Casa Challenge foi mais um programa neste âmbito”, concluiu a diretora.

13 de janeiro de 2017
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