Reportagem da Semana
Voluntariado: uma forma de ajudar
"Contribuir para o bem-estar de outros". Foi este objetivo que levou Marly Lopes a ser voluntária no Centro Social e Comunitário do Bairro da Flamenga, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

São cada vez mais as pessoas que encaram o voluntariado como uma forma de estar na vida. Homens e mulheres, estudantes, reformados ou em idade ativa, dedicam o seu tempo a ajudar quem mais precisa, bastando um sorriso para que tudo valha a pena.

Descobrir. Esta é, provavelmente, a palavra que melhor define Marly Lopes, de 36 anos. Natural de São Luís do Maranhão, no norte do Brasil, cedo percebeu que a sua vida passava por duas metas: conhecer o mundo e ajudar quem mais precisa.

Embora jovem, já se pode gabar de um interessante percurso: pratica meditação desde os 18 anos, funda a sua empresa, dedicada a produtos vinícolas, depois de se licenciar em Economia e Gestão, e conclui, também, o mestrado em Gestão de Marcas, nos Estados Unidos, e um curso de coaching pessoal.

Chegada a Portugal, só ainda não se habituou ao clima. "Aqui é muito mais frio", diz, sorridente, ressalvando, no entanto, que "as pessoas têm sido formidáveis" na forma como a acolheram.

Quando resolve fazer voluntariado, a ideia inicial era dar aulas de Tai Chi a crianças. Só que, ao conhecer o projeto do Centro Social e Comunitário do Bairro da Flamenga, mudou de ideias e resolveu ensinar essa modalidade oriental aos mais velhos.

"No início foi complicado, porque vinha da Costa da Caparica de propósito para dar as aulas" e não tinha muitos inscritos. Mas o estímulo e a vontade acabaram por renovar-se com o aumento da adesão às suas aulas.

O seu grupo de Tai Chi tem idosos dos 65 aos 88 anos, com quem pratica, também, meditação, além de outros exercícios respiratórios.

Para Lucinda Morais, aluna de Marly, esta é uma atividade essencial para o seu bem-estar, depois de ter sofrido uma queda. Além da fisioterapia, complementa a sua recuperação com aulas de Tai Chi. "Além de me tirarem de casa, estas aulas têm sido importantes para que eu consiga movimentar-me melhor", conta.

Os benefícios da prática do Tai Chi são imensos. "Além de combater a ansiedade", esta arte oriental "ajuda a reduzir o risco de quedas para os idosos, porque ficam mais conscientes dos seus movimentos", explica a instrutora.


Uma das alunas mais participativas é Teresa Gomes, moradora no bairro dos Loios, em Chelas. Aos 84 anos, é a voz de comando nas aulas e a que mais se envolve e incentiva os colegas, assumindo que "até em casa, quando estou mais enervada, faço o que aprendo nas aulas da professora Marly".

Além de fazer voluntariado e de se dedicar à sua empresa, Marly continua a aprofundar os seus conhecimentos em coaching, que encara como uma missão. "Quero contribuir para despertar nas pessoas a missão que cada uma tem no mundo".

Desta nova experiência, Marly guarda muitas aprendizagens. Uma delas é que "ser idoso não é sinal de estar acabado". Outra, não menos importante, é a de que "não existe nada mais gratificante na vida do que sentirmo-nos úteis".

Quer candidatar-se a voluntário da Santa Casa?

Para isso, basta preencher e enviar a inscrição disponibilizada aqui, ou dirigir-se ao Gabinete de Promoção ao Voluntariado, situado no Largo Trindade Coelho, em Lisboa. As Boas Causas esperam por si.

11 de agosto de 2017

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