Obra Social do Pousal
Em 1964, Osório Vaz, Governador Civil de Lisboa, que presidia à União das Freguesias do Concelho de Lisboa, identificou necessidades, a nível nacional, no acolhimento de pessoas com deficiência. Requalifica-se, nesse sentido, um edificado na Malveira, concelho de Mafra, cujas instalações eram utilizadas para o tratamento de pessoas com doenças contagiosas, como a tuberculose ou a lepra, sendo propriedade do Instituto de Assistência Nacional aos Tuberculosos. 

Nasce, então, uma instituição designada "Pousal", fundada a 15 de agosto de 1964 que acolhe 54 pessoas com deficiência, designadamente com paralisia cerebral, entre outras patologias.

Os utentes do "Pousal" provinham de freguesias de Lisboa e tinham como condição, além da deficiência, ter mais de 10 anos de carências socioeconómicas. 
Depois de efetuadas diversas ampliações, a lotação foi aumentada para 115 residentes. A designação da instituição muda entretanto para "Lar para Deficientes e para Idosos". 

Nas décadas de 60 e 70, as Irmãs da Congregação Missionária de Consolata prestavam serviços religiosos e de enfermagem e eram ajudadas por um médico.

Trabalhavam na instituição cerca de 30 pessoas, incluindo um caseiro, jardineiros, empregadas de cozinha e de lavandaria. Havia também um capelão privativo para a celebração de liturgias na capela do Pousal.

Em fevereiro de 1983, o Pousal passa a ser tutelado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e adquire a designação atual de "Obra Social do Pousal " (OSP).

Em 1984, as Irmãs da Consolata deixaram de prestar cuidados na OSP, sendo substituídas pelas Irmãs da Província Portuguesa das Filhas da Caridade de S. Vicente de Paulo. 

A primeira fisioterapeuta foi recrutada em 1983 e a primeira terapeuta ocupacional em 1984. Nesta década, os residentes são incentivados a desenvolver atividades na área da jardinagem, pintura, trabalhos de costura bem como nas áreas da música, teatro, poesia, leitura coletiva, jogos de mesa, dança, cinema / televisão e atividades desportivas. 

Em 2006, o Despacho Normativo nº 28/2006, de 3 de maio, define a OSP como uma entidade que presta uma resposta social de Lar Residencial. 

Em 2007, ao abrigo do Decreto-Lei nº 1237/2007 de 29 de novembro, a valência de Lar de Idosos é encerrada, ficando apenas aberta a valência de Lar de Deficientes e sendo alterada a capacidade de 85 para 91 lugares, sendo a idade de admissão os 24 anos. 

A equipa cresce e a Obra Social do Pousal passa a estar vocacionada, para "a paralisia cerebral e doenças neurológicas afins".

Em 2012, a OSP deixa de pertencer à Direção de Ação Social e passa a integrar a Direção dos Estabelecimentos Descentralizados e de Apoio à Deficiência (DIEDAD) e em janeiro de 2014, passa para a Unidade de Apoio à Deficiência (UAD).

Em 2012 é criada uma Quinta Pedagógica para implementar atividades inclusivas de forma a complementar a aquisição de competências pessoais e sociais dos residentes e, simultaneamente, rentabilizar o espaço exterior do estabelecimento e reconstruido o edificado.

Quatro anos mais tarde, a OSP passa para a Direção da Saúde da Misericórdia de Lisboa, tendo atualmente capacidade para 101 residentes, e contando com a colaboração de cem trabalhadores de diferentes áreas profissionais.