O desafio
Em fevereiro de 2012 a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa aderiu a um novo desafio, lançado pelo Provedor, Pedro Santana Lopes: o de concretizar uma Estratégia de Sustentabilidade. O conceito parecia adequado à Misericórdia e a importância do tema, tanto no plano nacional, como internacional, é incontornável. Mas como concretizar um desafio destes, numa organização cuja missão acaba por ser, inerentemente, a de cuidar do presente e tentar melhorar o futuro da sociedade?

O conceito de sustentabilidade não é algo novo para a Misericórdia de Lisboa. Desde a sua criação, há mais de cinco séculos, que a instituição trabalha em prol de um desenvolvimento social mais sustentável, evidenciando as suas preocupações sociais e ambientais, inovando nas suas respostas e dando o seu contributo para uma maior coesão social e territorial na área de Lisboa.

Institucionalmente, poder-se-ia dizer que aquilo que a Santa Casa faz no seu dia-a-dia é, per si, um contributo para a sustentabilidade. Mas tal não a exime da sua responsabilidade, enquanto entidade corporativa, que congrega um capital humano de mais de 5000 trabalhadores e quase 100 edifícios afetos à sua extensa atividade, de ter um papel ativo na promoção do desenvolvimento sustentável.

Na prossecução deste desígnio, a sua Administração, assumiu uma atitude proactiva, considerando que a sustentabilidade deverá estar presente ao longo de todo o ciclo da atividade da Santa Casa: racionalizando e utilizando eficientemente os recursos, promovendo o bem-estar dos seus colaboradores, ouvindo as suas partes interessadas, apoiando a comunidade, estabelecendo parcerias ativas para aproveitamento de recursos e conhecimentos.

Promover a sustentabilidade da Santa Casa é preparar um futuro melhor para a instituição, para todos os que ela serve e para a comunidade em que está integrada. Daí o seu empenho em desenvolver a atividade de uma forma responsável, incorporando nas suas decisões, de uma forma equilibrada, os aspetos económicos, sociais e de preservação do ambiente.