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<title>Voluntariado</title>
<link>http://www.scml.pt</link>
<description>Voluntariado</description>
<language></language>
<copyright>© Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, 2007</copyright>
<managingEditor>voluntariado@scml.pt</managingEditor>
<webMaster>voluntariado@scml.pt</webMaster>
<item>
<title>Testemunho de uma idosa apoiada pelo Programa “Mais Voluntariado, Menos Solidão”</title>
<link>http://www.scml.pt/default.asp?ACT=5&amp;id=16&amp;content=2</link>
<description>
					[25.05.2006]
					&lt;br&gt;
				&lt;P&gt;&lt;STRONG&gt;QUERIDAS AMIGAS E AMIGOS IDOSOS&lt;/STRONG&gt;&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;Desde o dia 21 de Abril de 2005, que recebo na minha casa, uma jovem finalista de Psicologia.&lt;BR&gt;Patrícia, assim se chama ela, tem vinte e dois anos e disponibiliza todas as semanas, duas a três horas do seu estudo para, voluntariamente e carinhosamente, me vir ensinar a trabalhar com um computador que uma alma caridosa me ofereceu para me tornar a vida mais agradável.&lt;BR&gt;Patrícia não é só minha professora, como também é minha amiga, uma amiga que eu também considero como neta, com quem converso sobre os problemas do dia-a-dia e de tudo o que os meus amigos possam imaginar.&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;Também através do Programa, desde Julho de 2005, vem outra voluntária, Ana Maria, técnica de contas, para me apoiar a nível da conversação e no acompanhamento de consultas, que tal como a Patrícia se tornou uma grande amiga, carinhosa e sempre pronta a ajudar-me nas minhas dificuldades motoras, pois vivo há dezassete anos numa cadeira de rodas e estou sozinha há dez anos.&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;Fortes Saudações de Amizade.&lt;/P&gt;
&lt;P&gt;&lt;EM&gt;Maria Helena Coelho, Beneficiária do Programa “Mais Voluntariado Menos Solidão”&lt;/EM&gt; &lt;BR&gt;&lt;/P&gt;</description>
</item>
<item>
<title>Testemunho de uma voluntária do Programa "Mais Voluntariado Menos Solidão"</title>
<link>http://www.scml.pt/default.asp?ACT=5&amp;id=16&amp;content=1</link>
<description>
					[27.04.2006]
					&lt;br&gt;
				
&lt;p&gt;&lt;STRONG&gt;O que me levou a tornar-me   Volunt&amp;aacute;ria&lt;/STRONG&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A   partir de um dado momento, come&amp;ccedil;amos a olhar &amp;agrave; nossa volta e a apercebemo-nos de   tanta coisa que n&amp;atilde;o est&amp;aacute; bem, tantas pessoas que precisam de ajuda e que   poderiam viver um pouco melhor se lhes d&amp;eacute;ssemos alguma da nossa aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o e da   nossa disponibilidade. Aquela atitude de: "n&amp;atilde;o vou ser eu que vou conseguir   mudar o mundo, por isso n&amp;atilde;o vale a pena fazer nada", &amp;eacute; um pouco darmos uma   desculpa a n&amp;oacute;s pr&amp;oacute;prios para continuarmos no nosso cantinho, na nossa rotina e   no nosso ego&amp;iacute;smo, fingindo que n&amp;atilde;o vemos o que se passa &amp;agrave; nossa   volta.&lt;BR&gt;
  Porque, na maior parte das vezes, &amp;eacute; preciso t&amp;atilde;o pouco &amp;ndash; basta darmos   um bocadinho do nosso tempo, da nossa aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o, um sorriso, uma palavra ou um   ouvido atento, para tornarmos a vida de algu&amp;eacute;m t&amp;atilde;o diferente e   melhor.&lt;BR&gt;
  Conhe&amp;ccedil;o um Padre que sempre nos dizia: "Quando quiserem fazer alguma   coisa de &amp;uacute;til, meterem-se num projecto, ou ajudar algu&amp;eacute;m, usem sempre a regra   dos "3 p's". Ou seja: "pouco, pequeno e poss&amp;iacute;vel"! Claro que seria bom se   pud&amp;eacute;ssemos ir para &amp;Aacute;frica ou para Timor, ou para o M&amp;eacute;dio Oriente ajudar os que   sofrem com a fome, a guerra, ou a doen&amp;ccedil;a. Mas para a maioria de n&amp;oacute;s isso &amp;eacute;   impratic&amp;aacute;vel por muitas e variadas raz&amp;otilde;es e ent&amp;atilde;o, l&amp;aacute; est&amp;aacute;, achamos que n&amp;atilde;o vale   a pena fazer nada. E &amp;eacute; a&amp;iacute; que temos de ter a humildade de p&amp;ocirc;r em pr&amp;aacute;tica os "3   p's" e, olhando &amp;agrave; nossa volta, bem perto de n&amp;oacute;s com certeza, ver onde &amp;eacute; que   podemos p&amp;ocirc;r a render os dons que Deus nos deu e que variam tanto de pessoa para   pessoa, mas que s&amp;atilde;o todos aproveit&amp;aacute;veis. &lt;BR&gt;
  Foi ao perceber isso e ao tentar   p&amp;ocirc;r em pr&amp;aacute;tica aquela Palavra "d&amp;aacute; de gra&amp;ccedil;a o que de gra&amp;ccedil;a recebeste", que ouvi   falar deste Programa da Santa Casa e que decidi que, se n&amp;atilde;o tinha muito para   dar, pelo menos podia dar um pouco do meu tempo e da minha disponibilidade.&lt;BR&gt;
  E   assim tornei-me visitadora de uma senhora de Lisboa, idosa e s&amp;oacute;.&lt;BR&gt;
  J&amp;aacute; tinha   tamb&amp;eacute;m a experi&amp;ecirc;ncia de ajudar umas irm&amp;atilde;s que tomam conta de 15/16 mulheres   deficientes que contam &amp;uacute;nica e exclusivamente para tudo (alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, cuidados   de sa&amp;uacute;de e higiene, enfim, tudo), com a ajuda de volunt&amp;aacute;rios e de algum apoio   institucional como o Banco Alimentar e pouco mais. Tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; uma experi&amp;ecirc;ncia   daquelas que marcam e mexem fundo com uma pessoa, mas neste momento acho que faz   mais sentido falar-lhes sobre o que &amp;eacute; fazer parte deste Programa da Santa   Casa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;STRONG&gt;Compromisso e Responsabilidade&lt;/STRONG&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No   in&amp;iacute;cio estava um pouco apreensiva. N&amp;atilde;o sabia bem o que me esperava nem o que   esperavam de mim. Mas l&amp;aacute; fui e em boa hora o fiz.&lt;BR&gt;
  A minha experi&amp;ecirc;ncia como   acompanhante de idosos reporta-se unicamente a esta senhora, embora tenha a   no&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que cada caso &amp;eacute; um caso e os casos diferem de pessoa para pessoa, como   &amp;eacute; natural, cada uma com o seu feitio, as suas amarguras e alegrias, as suas   doen&amp;ccedil;as; pelo que tenho ouvido dos outros volunt&amp;aacute;rios, por mais dificuldades que   se encontrem &amp;eacute; sempre uma experi&amp;ecirc;ncia gratificante e da qual acabamos por sair,   n&amp;oacute;s os volunt&amp;aacute;rios, t&amp;atilde;o beneficiados ou mais ainda, como as pessoas a quem   prestamos os nossos cuidados.&lt;BR&gt;
  A primeira coisa que eu aprendi foi que, ao   tornarmo-nos acompanhantes de algu&amp;eacute;m, nos tornamos automaticamente respons&amp;aacute;veis   (pelo menos moralmente) por essa pessoa. A partir do momento que ela aprende a   confiar e a apoiar-se em n&amp;oacute;s, a partir da&amp;iacute; fica &amp;ldquo;dependente&amp;rdquo; de n&amp;oacute;s e se h&amp;aacute;   coisa que n&amp;atilde;o podemos fazer &amp;eacute; defraud&amp;aacute;-la nas suas expectativas. &lt;BR&gt;
  Porque na   maioria das vezes s&amp;atilde;o pessoas sozinhas, doentes ou, pelo menos, fr&amp;aacute;geis,   carentes, se n&amp;atilde;o materialmente, certamente de carinho, conforto, companhia. Tudo   o que se refere &amp;agrave;s nossas visitas, passa a assumir uma import&amp;acirc;ncia enorme para   elas e temos de ter um cuidado extremo para n&amp;atilde;o as magoar: cumprir o que   combinamos em termos de dias e horas; as promessas que fazemos; aquilo que lhes   dizemos n&amp;atilde;o pode ser s&amp;oacute; da boca para fora, num impulso moment&amp;acirc;neo. Porque eles   depois v&amp;atilde;o lembrar-se de tudo e, se n&amp;oacute;s falhamos, quebra-se aquele v&amp;iacute;nculo de   confian&amp;ccedil;a e de seguran&amp;ccedil;a que se criou e tudo se torna mais complicado.&lt;BR&gt;
  Por   isso, quando assumimos tornarmo-nos visitadoras ou acompanhantes de algu&amp;eacute;m,   temos de ter a no&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que assumimos uma responsabilidade e um compromisso que   n&amp;atilde;o pode ser tomado levianamente e que &amp;eacute; para ser mantido fielmente, custe o que   custar.&lt;BR&gt;
  Para lhes dar uma ideia, digo-vos que, a partir da segunda ou   terceira visita &amp;agrave; "minha idosa" num dia e hora que t&amp;iacute;nhamos previamente   combinado, comecei a notar que, assim que tocava &amp;agrave; campainha, a porta abria-se   logo, nem esperava um segundo. E ent&amp;atilde;o percebi que ela ficava &amp;agrave; janela, a   espreitar para a rua e, assim que me via c&amp;aacute; em baixo, ia para o p&amp;eacute; da porta para   abrir logo. Uma vez ou outra em que eu me atrasei um bocadinho, l&amp;aacute; estava ela a   ligar para o telem&amp;oacute;vel a saber se me tinha acontecido alguma coisa.&lt;BR&gt;
  Por isso,   quando nos comprometemos, n&amp;atilde;o o podemos fazer de &amp;acirc;nimo leve, mas temos de ter   consci&amp;ecirc;ncia de que para aqueles idosos, n&amp;oacute;s passamos a ser uma parte importante   &amp;ndash; se n&amp;atilde;o a mais importante e por vezes at&amp;eacute; vital &amp;ndash; das suas vidas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;STRONG&gt;Dificuldades e Gratifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es&lt;/STRONG&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Claro   que h&amp;aacute; idosos que s&amp;atilde;o dif&amp;iacute;ceis, por muitas e variadas raz&amp;otilde;es: por feitio, pela   doen&amp;ccedil;a, porque a vida os maltratou e se tornaram azedos e desconfiados. Mas   julgo que devagarinho, com paci&amp;ecirc;ncia, carinho e alguma intelig&amp;ecirc;ncia, podemos ir   contornando essas dificuldades e ir conseguindo quebrar as barreiras e chegar ao   cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o da maior parte deles.&lt;BR&gt;
  Quando conseguem baixar as defesas e percebem   que n&amp;oacute;s estamos ali por eles e para eles, que s&amp;oacute; pretendemos tornar-lhes a vida   um pouco mais leve e mais f&amp;aacute;cil, a maior parte das vezes consegue chegar-se a   ter com eles uma rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;ldquo;gir&amp;iacute;ssima&amp;rdquo; de amizade, de cumplicidade muito, muito   gratificante para ambas as partes.&lt;BR&gt;
  Por mim, s&amp;oacute; tenho coisas positivas a   contar!&lt;BR&gt;
  A senhora que eu visito &amp;eacute; uma pessoa deliciosa, simp&amp;aacute;tica, com humor,   com uma enorme alegria de viver, apesar de ser totalmente s&amp;oacute; na vida. Tem 87   anos.&lt;BR&gt;
  Com ela converso (ou melhor, escuto) horas a fio, quando me conta   coisas da sua inf&amp;acirc;ncia e juventude; as pessoas que conheceu, as dificuldades por   que passou, mas sem nenhuma amargura, antes com gra&amp;ccedil;a, humor e leveza; a   fam&amp;iacute;lia, os amigos, os bailes, os passeios: por fim, vezes sem conta, o   casamento tardio (aos 57 anos), o marido, as f&amp;eacute;rias, as viagens; e tamb&amp;eacute;m o   desgosto da morte dele; os sobrinhos (dele) que lhe falam uma vez por ano; mas   tudo isto tamb&amp;eacute;m sem azedume, apenas saudade e &amp;agrave;s vezes a pergunta: "O que &amp;eacute; que   eu fiquei aqui a fazer sozinha?"&lt;BR&gt;
  Com ela fa&amp;ccedil;o passeios, nalguns incluindo os   meus filhos como, por exemplo, na ida ao Ocean&amp;aacute;rio, que era um desejo adiado   desde a morte do marido. No Natal fizemos um lanche para lhe dar uma pequena   ilus&amp;atilde;o de fam&amp;iacute;lia; mas a maior parte das vezes damos uma volta por ali perto:   vamos comer carac&amp;oacute;is, beber uma imperial ou um caf&amp;eacute;; &amp;agrave;s compras, que ela ainda   cozinha e &amp;eacute; um bom garfo; ao cabeleireiro e &amp;agrave; lavandaria. &lt;BR&gt;
  Enfim, ajudo-a a   ter uma vida normal, embora por pouco tempo. Ela fica feliz, esquece um pouco a   sua solid&amp;atilde;o pelo menos naquelas horas e eu venho sempre de l&amp;aacute; com o cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o   cheio e agrade&amp;ccedil;o a Deus que p&amp;ocirc;s aquela senhora no meu caminho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Amanh&amp;atilde; poder&amp;aacute; ser outra pessoa que irei visitar. Quem sabe ser&amp;aacute; menos   simp&amp;aacute;tica e mais dif&amp;iacute;cil de conquistar, mas de uma coisa tenho a certeza:   enquanto puder, vou continuar a dar um pouco do meu tempo, da minha ajuda, da   minha amizade, enfim, de mim mesma, para tentar alegrar de algum modo a vida   destas pessoas idosas e s&amp;oacute;s que vivem junto de n&amp;oacute;s, ao nosso lado e que tantas   vezes, por descuido ou indiferen&amp;ccedil;a, deixamos que passem por n&amp;oacute;s sem as vermos ou   pararmos um segundo sequer para pensar no assunto.&lt;BR&gt;
  Acreditem que vale mesmo a   pena o esfor&amp;ccedil;o que se fizer e que nem &amp;eacute; t&amp;atilde;o grande assim comparado com o   benef&amp;iacute;cio e alegria que ele pode trazer a quem precisa de n&amp;oacute;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;EM&gt;Gra&amp;ccedil;a Henriques&lt;BR&gt;
&lt;/EM&gt;&lt;/p&gt;
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<title>Pesquisar</title>
<description>Voluntariado</description>
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