Misericórdia de Lisboa relança campanha para recrutar famílias de acolhimento

Pelo segundo ano consecutivo, a Santa Casa promove a campanha “LX Acolhe”. O objetivo é impulsionar o acolhimento familiar de crianças, com particular incidência no distrito de Lisboa. Há ainda muitas crianças em situação de risco, à espera que uma família lhe dê a mão.

“Acolher uma criança é devolver-lhe a infância”. É este o mote da campanha “Acolhe LX” que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa acaba de relançar, e que conta com o apoio da Segurança Social e do Instituto da Segurança Social.

A campanha tem como objetivo dar resposta aos direitos das crianças de crescerem num ambiente familiar e mais acolhedor, procurando ainda contrariar a tendência – verificada a nível nacional – de redução de famílias de acolhimento e criar condições para que todas as crianças que precisam de ser acolhidas o sejam, com particular enfoque no distrito de Lisboa, onde as mesmas são inexistentes.

Em 2018, havia apenas cerca de 150 famílias de acolhimento em todo o país. Só no distrito de Lisboa existiam 1250 crianças à procura de uma e nenhuma família de acolhimento.

Um ano depois do lançamento da campanha “LX Acolhe”, Lisboa contabiliza cerca de 30 famílias de acolhimento, número que a Santa Casa pretende aumentar com a nova campanha. A mesma vai estar no ar entre os próximos dias 7 e 21 de novembro e será divulgada em TV, imprensa, outdoors e online.

LX acolhe


Há 1250 crianças, até aos seis anos, à procura de famílias de acolhimento

Apesar de ser a medida mais recomendada pela atual legislação em vigor, a realidade é bem oposta à verificada a nível europeu, onde o acolhimento familiar é assumido como uma forma de acolhimento por excelência. Este garante a integração de uma criança em perigo numa família, que é o ambiente adequado ao seu bem-estar e desenvolvimento.

Em Portugal, o acolhimento familiar é de apenas 3%, sendo que os restantes 97% correspondem a acolhimento institucional. É urgente reverter o panorama nacional e criar condições para que todas as crianças que precisam de ser acolhidas o sejam em famílias. Esta é a razão principal que leva a Santa Casa a relançar a campanha “Lx Acolhe”, recordando que “Lisboa precisa de Famílias de Acolhimento”.

Como pode tornar-se numa família de acolhimento?

Inscrevendo-se no programa de Acolhimento Familiar da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Informe-se sobre este programa, aqui, ou consulte a brochura informativa.

Saiba mais através dos números 213 263 063, 910 051 226, 910 047 370 ou do e-mail servico.acolhimentofamiliar@scml.pt.

Lisboa precisa de famílias de acolhimento. Junte-se a esta causa e faça a diferença.

Família Neves Pinto

“Acolher um bebé foi voltar às fraldas, aos biberons e às noites mal dormidas. Mas também é sentir o coração cheio quando percebemos o impacto que temos na vida presente e futura deste bebé.”

Carlos, Maria, Carlos Maria, Mateus e Magda

“Ser família de acolhimento é abrir a porta para o amor crescer. É dar a vida em gratuidade total. É encher o coração de bem, que nos chega por quem se acolhe e nos ensina que a vida só tem sentido se vivermos na esperança e de coração mesmo agradecido! E, assim, confirmamos que há mais alegria em acolher do que em ser acolhido.”

Ana

“De coração cheio abraço esta missão”
“Recebo muito mais do que dou”
“A emoção de um sorriso de uma criança enchem-me a alma”
“Adoro estar neste projeto lindo”
“Venham abraçar esta causa…não se vão arrepender”

Marina e Marco Leonardo, Letícia e Ângelo

“No dia que a nossa família acolheu de emergência um recém-nascido demos a oportunidade deste bebé desenvolver-se no ambiente familiar até que o seu projeto de vida seja decidido, rodeado de muito amor, carinho e colo, de olhares atentos, vigilantes e protetores. Esta experiência está a ser única, surpreendente, arrepiante e mágica pois o amor multiplica-se e transforma vidas, através de um toque e de um olhar fica tudo dito.”

Vanessa

“Ser uma família de transição que ama e cuida como se fosse para sempre.”
“Amar e cuidar como se de uma filha se tratasse até que se encontre com a sua família.”
“Amar e cuidar como se de uma filha se tratasse até que possa estar com a sua família.”

Susana Kuipers

“Não existem palavras para descrever todo o carinho, afecto e amor que toda a família dedicou ao pequeno do nosso coração.
Com este amor genuíno, sabemos que o fizemos muito feliz, isso basta-nos… “

Mickey, Minnie, Mini-Minnie e Pluto (pseudónimos)

Ama-se subitamente; vive-se intensamente; as emoções saltitam baralhadas de mãos dadas… mas sem dúvida é a experiência mais gratificante q já vivemos!

Contrariámos um quotidiano citadino de pressas e afazeres sem nunca vencer o tempo para dar o nosso tempo à maior das ações de uma vida: Entregar a um ser amor e segurança para o ajudar a definir uma personalidade sólida e alegre.

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