Prémios Santa Casa Neurociências

Em 2013, a Santa Casa começou a promover diretamente a investigação científica e médica de excelência, através da criação de uma das maiores bolsas para projetos em Neurociências desenvolvidos em Portugal. A iniciativa constitui uma aposta ambiciosa no mérito e no valor da nossa comunidade médica e científica, e tornou-se uma referência no campo da Investigação & Desenvolvimento nacionais.

 


Os Prémios Santa Casa Neurociências representam um investimento anual de 400 mil euros e destinam-se a promover o trabalho de investigação científica ou clínica nas áreas multidisciplinares das biociências, nomeadamente a neurologia, a neuropatologia, a bioquímica, a biologia molecular, a genética molecular, a química, a farmacologia, a imunologia, a fisiologia, e a biologia celular, entre outras.

O Prémio Melo e Castro, no valor de 200 mil euros, distingue o projeto que potencie a recuperação e tratamento de lesões vertebro-medulares, território em que a Santa Casa foi pioneira no país quando, em 1966, abriu o Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão. Este prémio foi implementado para promover a descoberta de soluções para a reabilitação de pessoas que sofrem destas patologias, reduzindo, de forma significativa, as limitações motoras e fisiológicas associadas.

O Prémio Mantero Belard, também de 200 mil euros, tem como objetivo reconhecer e dinamizar a investigação científica ou clínica desenvolvida no âmbito das doenças neurodegenerativas associadas ao envelhecimento, como a Doença de Parkinson e a Doença de Alzheimer, possibilitando o surgimento de novas estratégias no tratamento e restabelecimento das funções neurológicas.

É pela esperança na construção de uma resposta eficaz no tratamento de lesões vertebro-medulares, realidade com a qual a instituição lida diariamente, e pela autonomia e dignidade dos mais de 11 mil idosos para quem trabalha, que o desafio à comunidade médica e científica nacional é lançado.

Elegibilidade dos Candidatos:

Os Prémios Santa Casa Neurociências serão atribuídos aos melhores projetos desenvolvidos em território nacional, sendo aceites parcerias ou colaborações com instituições ou investigadores de outras nacionalidades, de acordo com o estipulado no regulamento.

Acompanhamento das Candidaturas:

Após a receção dos projetos, será avaliada a elegibilidade dos mesmos, podendo os candidatos virem a ser contactados para esclarecimentos ou informações adicionais.

Valor dos Prémios:

Os prémios MANTERO BELARD e MELO E CASTRO têm o valor de 200 mil euros cada.

 

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Mónica de Sousa

2019

O Prémio Melo e Castro 2019 foi atribuído a Mónica de Sousa e à equipa do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC), da Universidade do Porto, que tem como intuito perceber melhor a capacidade regenerativa do African Spiny Mouse.

Nuno Sousa

2018

O Prémio Melo e Castro 2018 foi atribuído a Nuno Sousa e à sua equipa de investigação da Universidade do Minho, pelo projeto “Thertact-Exo: Exosqueleto controlado por atividade cerebral para reabilitação vertebromedular”, que se propõe a descobrir estratégias que melhorem a qualidade de vida de pacientes com lesões vertebromedulares, através de treino prolongado com um exoesqueleto controlado por atividade cerebral.

António Salgado

2017

O Prémio Melo e Castro 2017 foi atribuído a António Salgado e à sua equipa da Universidade do Minho, com o projeto “CombiCORD – Regeneração de lesões vertebro-medulares através da acção combinada de farmaco-terapias, engenharia de tecidos e estimulação epidural”.

Célia Cruz

2016

O Prémio Melo e Castro 2016 foi atribuído a Célia Cruz e à sua equipa da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, com o projeto “INSPIReD – Disfunção da bexiga após lesões vertebromedulares: identificação dos mecanismos de aparecimento e manutenção da hiperatividade neurogénica do detrusor e dissinergiadetrusor-esfincteriana”.

Ana Pêgo

2015
O Prémio Melo e Castro 2015 foi atribuído a Ana Pêgo e à sua equipa do Instituto Nacional de Engenharia Biomédica da Universidade do Porto, com o projeto “COMBINE – Estratégia regenerativa combinatória para potenciar a regeneração axonal e melhorar a recuperação funcional depois de lesão medular”.

Moises Mallo

2014
O Prémio Melo e Castro 2014 foi atribuído a Moises Mallo e à sua equipa do Instituto Gulbenkian de Ciência, com um projeto sobre novos substratos celulares para terapias de regeneração espinal.

António Salgado

2013

O Prémio Melo e Castro 2013 foi atribuído a António Salgado e à sua equipa do Laboratório Associado da Universidade do Minho, ICVS-3Bs.

Fábio Teixeira

2019

O Prémio Mantero Belard 2019 foi atribuído a Fábio Teixeira e à sua equipa proveniente da Universidade do Minho, que procura combinar o uso de uma tecnologia terapêutica, não invasiva e não cirúrgica – denominada Ultrassonografia Focada (USF) – com outras estratégias farmacológicas. A esperança deste grupo de investigadores e cientistas passa por conseguir desenvolver uma terapia inovadora que permita uma melhoria substancial da qualidade de vida dos doentes de Parkinson.

Luísa Lopes

2018

O Prémio Mantero Belard 2018 foi atribuído a Luísa Lopes e à sua equipa de investigação do Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes, que concorreram com o projeto “Utilização de novos modelos baseados no envelhecimento para elucidação de mecanismos de patogénese da doença de Alzheimer”, que baseia-se em modelos fisiopatológicos associados ao envelhecimento, contribuindo para o conhecimento neuronal do APP-AICD (Proteína Precursora Amilóide – Fragmento C-Terminal), abrindo novos caminhos para a pesquisa e terapêutica da Doença de Alzheimer.

Maria José Diógenes

2017

O Prémio Mantero Belard 2017  foi atribuído a Maria José Diógenes e à sua equipa do Instituto de Medicina Molecular  com o projeto “Nova estratégia terapêutica e novo biomarcador para a Doença de Alzheimer baseados na clivagem do receptor do BDNF”.

Sandra Cardoso

2016

O Prémio Mantero Belard 2016 foi atribuído a Sandra Cardoso e à sua equipa do Centro de Neurociências e Biologia Celular com o projeto “Efeito toxinogénico da microbiota intestinal na doença de Parkinson esporádica: à procura de “antiPDbióticos”.

António Ambrósio

2015

O Prémio Mantero Belard 2015 foi atribuído a António Ambrósio e à sua equipa, da Universidade de Coimbra, foram distinguidos com o Prémio MANTERO BELARD 2015, pelo projeto “Alterações cerebrais na doença de Alzheimer: a retina como um espelho do início e progressão da doença?”.

Rodrigo Cunha

2014
O Prémio Mantero Belard 2014 foi atribuído a Rodrigo Cunha e à sua equipa do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra, com um projeto relativo a uma nova terapêutica baseada na cafeína para a redução dos défices de memória na doença de Alzheimer.

Ana Cristina Rego

2013

O Prémio Mantero Belard 2013 foi atribuído a Ana Cristina Carvalho Rego e a uma equipa de investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular, da Universidade de Coimbra.